About this Event

Você sempre gostou de dançar e um belo dia resolve se matricular nas aulas de dança de salão! Em seu primeiro dia de aula, já ouve a primeira bronca de seu professor: “mulheres, não sejam rebeldes e ansiosas, esperem a condução do seu cavalheiro!”. Em outra aula, seu professor diz: “na dança o homem é quem manda”. Conforme esse discurso, aos poucos, vai sendo repetido, você “naturaliza” tais falas e quando percebe se tornou a já conhecida "dama obediente" nas mãos do homem. Mas alguma vez você já parou para pensar que a mulher poderia fazer muito mais do que apenas se deixar ser conduzida? Que o discurso de que o homem é quem manda na dança é uma imposição que talvez já não faça mais sentido? Que isso tudo limita, e muito, a "voz" da mulher na dança a dois? Que não apenas o homem, mas a mulher também poderia contribuir igualmente com sua criatividade, expressão artística, Arte, musicalidade? Que a dama não precisa ser reduzida a um mero papel de embelezar a dança e fazer charmes? Aos poucos você nota que não é somente na dança de salão que as coisas acontecem dessa forma, mas percebe que os mesmos princípios aparecem na bailarina delicada e frágil do ballet clássico ou na extrema sexualização do corpo da mulher em certas modalidades de dança. Amigues, estamos aqui para mostrar que existem outras possibilidades! A dança tem um grande potencial para se tornar um instrumento para a igualdade de gênero e superação de preconceitos quando a mulher utiliza as potencialidades do seu corpo para romper com padrões culturais dominantes. Vamos juntas RESISTIR! Para a professora Carolina Polezi, que atualmente desenvolve a técnica da Condução Compartilhada na dança de salão e uma das convidadas da mesa de debate, “RESISTIR é também buscar ‘escapar’ dos comportamentos conhecidos dos movimentos-padrão, ampliando a criatividade e trazendo outras vivências e experiências para essas danças. É RESISTIR aos discursos incutidos na dança que estereotipam essa prática e não permitem a evolução crítica da mesma. Por fim, RESISTIR é se opor a uma estrutura desigual de gênero e sexista perpetuada pelas estruturas sociais e do movimento”. Nesse dia 6 de outubro às 19h acontece no Memorial da América Latina o 4º encontro Resistir com Arte. Desta vez, o tema “Mulheres e Dança” convida profissionais da dança e pesquisadores para um bate papo muito interessante sobre o corpo como ferramenta de emancipação da mulher e seu papel na dança. Os convidados vindos de vários lugares do Brasil apresentarão suas novas técnicas e conceitos, como “condução compartilhada”, “dança de salão queer”, “condução mútua”, “dança de salão contemporânea”, “imagens do feminino” “performance para Mulheres/Mulheres Trans” e “mapacorpo”. O debate sobre o papel da mulher na dança terá a mediação do cientista político da USP Gustavo Macedo e contará com a participação de: ● Carolina Polezi - Professora de Dança: Professora com mais de 16 anos de experiência em dança de salão, é graduada pela UNICAMP e mestre pela USP, atualmente desenvolve pesquisa sobre dança de salão com um novo método de ensino e prática chamado Condução Compartilhada, baseada na ideia de que a mulher também pode ser agente criativo e condutora na dança de salão. ● Rúbia Frutuoso Full: Formada em Ballet Clássico e Jazz Dance pelo Estúdio Líria Dourado e Ballet Clássico pela Fundação das Artes de São Caetano do Sul, há 13 anos atua como professora, bailarina e coreógrafa. Destacou-se em concursos como Rey Castro, Congresso Mundial de Salsa e foi destaque no Se Ela Dança Eu Danço (SBT), chegando à final e conquistando títulos em todos os concursos citados. Atualmente desenvolve um trabalho reconhecido voltado para a consciência e expressão corporal feminina. ● Paola Vasconcelos: Mestra em Artes Cênicas no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFRGS, licenciada em Dança pela mesma universidade. Bailarina, coreógrafa e professora de dança de salão, especializada em tango. Professora de aulas regulares de dança de salão queer. ● Eliane Capel: É fundadora e diretora do projeto Mulheres na Dança, realiza ações e experimentos integrando dança, fotografia e performance com artistas mulheres. Ministra Oficinas de Dança em Centros Culturais da prefeitura de São Paulo com grupos de mulheres questionando padrões e estereótipos do feminino através da escuta de narrativas corporais. ● Samuel Samways: Professor de dança desde 2006, ministrou aulas e cursos em escolas de dança nos EUA, Canadá, Portugal, França, Alemanha e em várias cidades do Brasil. Atualmente é residente pesquisador do Centro de Formação Artística e Tecnológica – Cefart, da Fundação Clóvis Salgado (Belo Horizonte), onde desenvolve pesquisa em dança de salão contemporânea com ênfase nos papéis de gênero associados às danças a dois. Desenvolve a técnica de condução mútua e compartilhada como método para a desconstrução do machismo e da heteronormatividade na dança de salão. Serviço: O que: Debate Resistir com Arte: “Mulheres e Dança” Quando: 06 de outubro de 2016, às 19h. Onde: Auditório da Biblioteca Latino-Americana Memorial da América Latina Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Metrô Barra Funda Entrada: portões 2 e 5 / Estacionamento (pago): portões 4 e 8 Ingressos: Entrada gratuita Certificado: Haverá emissão de certificado de participação Redes sociais: www.facebook.com/resistircomarte Organização Fundação Memorial da América Latina Centro Brasileiro de Estudos da América Latina (CBEAL) Projeto Atadas USP Profa. Carolina Polezi

Dance Styles

Salsa (50%)
Tango (50%)

Organizer

A

Atadas

C

Carolina Polezi - Professora de Dança

R

Resistir com Arte